Domingo, dia 28, último dia do doclisboa, assisti a um óptimo documentário (BOMB IT) sobre os Graffitis em várias partes do mundo.O Graffiti nasceu nos EUA na década de 70 e apresentou-se como uma forma de chamar à atenção. Os writters assinavam constantemente o seu nome ou um nick nas paredes da cidade para serem conhecidos e respeitados. O graffiti está intimamente ligado aos bandos urbanos e a prática de pintar paredes é igualada a uma guerra de bombas de tinta.
Mais tarde, o Graffiti adquire outras qualidades. É uma reacção ao poder politico, é uma reacção às desigualdades, às discriminações raciais, a vários outros problemas sociais. Idêntico ao movimento Hip Hop e ao Rap.
Pinta-se em todo lado, e quanto mais radicais os locais melhor, quanto mais ilegal melhor. Os writters saem à noite, escalam edificios, invadem estações de comboio e de metro, deixam a sua marca de acordo com o seu estado de espirito momentâneo. As cores utilizadas transmitem muita da sua raiva, da sua depressão, do seu desespero ou então são explosões de vida e de alegria.
Surgem formas de combater esta "arte" urbana:
Em certos países opta-se por multar este vandalismo, colocar câmaras de video, formar equipas de detectives para descobrirem, através das tags (assinaturas), quem é o writter.

Noutros países, recuperam-se alguns desses "artistas" de rua que formam as equipas de limpeza noturna. Também saem à rua durante a noite, mas para limpar. Em troca, concedem-lhes espaços públicos próprios para pintar.
Na Austrália, por exemplo, já há quem pague a estes "artistas" para pintarem o muro da sua garagem. E na Holanda já há galerias de arte que vendem telas caríssimas de graffitis !
Muitos Graffiters não concordam com esta descaracterização do Graffiti. Dizem: - Assim, já não faz sentido. Onde fica o caracter radical? Se o Graffiti perder a prespectiva ilegal perde identidade.
Graffiti, Arte ou Vandalismo? Eis a questão.